A odontologia hospitalar amplia a atuação dos cirurgiões-dentistas para além do consultório, com presença em UTIs e outros setores para prevenir infecções, reduzir complicações e contribuir para a recuperação dos pacientes. Na UTI neonatal, por exemplo, os profissionais podem atuar em casos de prematuros que precisam de cuidados específicos para conseguir mamar. O atendimento também é realizado com pacientes em quimioterapia, transplantes e grandes cirurgias.
Em pacientes intubados, protocolos adequados de higiene bucal podem reduzir em até 60% o risco de pneumonia associada à ventilação mecânica, uma infecção grave e de alto custo para o sistema de saúde. No SUS, a presença do cirurgião-dentista também pode representar economia de recursos.
Em Rio Preto, tecnologias como escovas de sucção já são utilizadas nas UTIs para evitar que secreções contaminadas cheguem aos pulmões. As práticas e avanços da área são discutidos no primeiro Congresso Paulista de Odontologia Hospitalar, que reúne mais de 300 profissionais de todo o país nesta quinta e sexta-feira, no Centro de Convenções da Famerp.
Comentários 0
Deixe seu comentário